Número de famílias com contas em atraso reduz em outubro

05 nov 2019

Pelo quinto mês consecutivo o endividamento das famílias paranaenses segue estável e registrou 90,7% em outubro. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), coordenada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR).

O percentual é levemente superior a outubro de 2018, quando era de 89,5%, e está acima da média nacional, que foi de 64,7% no mês passado.

Observa-se que a parcela de famílias com contas em atraso teve queda em relação ao mês anterior, baixando de 30,8% em setembro para 29,3% em outubro. Os endividados que não terão condições de pagar as dívidas em atraso também reduziu um pouco, passando de 11% em setembro para 10,8% em outubro.

Comparativo entre as faixas de renda

O endividamento entre as famílias com renda até dez salários mínimos reduziu na variação mensal, saindo de 90,3% para 89,5%. Entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, o endividamento subiu de 93,5% em setembro para 96,4% em outubro.

Nas duas faixas de renda houve diminuição na parcela de consumidores com contas em atraso, principalmente entre as classes C, D e E. As contas atrasadas reduziram de 33,2% em setembro para 31,6% em outubro entre as famílias de menor renda, e baixaram de 19% para 17,2% entre as famílias de maior renda.

De acordo com o diretor de Planejamento e Gestão da Fecomércio PR, Rodrigo Rosalem, a redução nas contas atrasadas pode ter relação com a liberação dos saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. “Muitas pessoas aproveitaram o dinheiro do FTGS para saldar suas dívidas, especialmente as famílias de menor renda, que possuem dívidas de menor valor”, avalia.

Tipo de dívida

O cartão de crédito, tipo de dívida mais comum entre os consumidores, teve redução no último mês, e passou de 75% em setembro para 73,2%. O financiamento imobiliário teve leve aumento, subindo de 8,4% para 9%, enquanto o financiamento de veículo baixou de 8% para 6,9%.

Texto: Karla Santin
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