04/05/2026

O comércio varejista ampliado do Paraná apresentou desempenho superior ao nacional em fevereiro de 2026, conforme dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com janeiro, o volume de vendas no estado cresceu 3,7%, mais que o triplo da expansão registrada no Brasil, de 1,0%.
Embora na comparação com fevereiro de 2025 o Paraná tenha registrado leve retração de 0,5%, o resultado ainda se mostra mais favorável que o cenário nacional, onde a queda foi de 2,2%. No acumulado de 12 meses, o varejo ampliado paranaense mantém estabilidade positiva, com crescimento de 0,1%, enquanto o Brasil apresentou retração de 0,4%.
Segundo o economista e assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o cenário exige atenção, mas o Paraná preserva posição relativamente mais competitiva. “O comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motocicletas e peças, mostrou desaceleração em fevereiro, mas o Paraná segue apresentando desempenho superior à média nacional. Isso demonstra maior capacidade de resistência do mercado estadual, ainda que a tendência para os próximos meses seja de crescimento mais moderado”, destaca.

Segmentos ligados ao consumo cotidiano sustentam avanço
Entre os setores com melhor desempenho no Paraná em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, destacam-se outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 9,8%, combustíveis e lubrificantes, com crescimento de 4,7%, e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que avançaram 4,6%.
O resultado mostra que segmentos relacionados ao consumo cotidiano e à manutenção das despesas familiares seguem sustentando o comércio estadual, mesmo em um cenário de maior cautela econômica.
Por outro lado, atividades mais dependentes de crédito registraram retração mais intensa. Equipamentos e materiais para escritório recuaram 29,0%, enquanto veículos, motocicletas e peças caíram 10,7%, seguidos por tecidos, vestuário e calçados, com baixa de 5,2%.
No acumulado de 12 meses, equipamentos e materiais para escritório também lideram as perdas (-9,0%), acompanhados por veículos, motocicletas e peças (-8,6%) e combustíveis e lubrificantes (-0,6%).
Apesar da desaceleração, alguns segmentos preservam dinamismo relevante no período acumulado. Móveis e eletrodomésticos cresceram 8,1% nos últimos 12 meses, enquanto outros artigos de uso pessoal e doméstico avançaram 7,3%.
Para Dezordi, esse movimento revela que, mesmo em um ambiente de juros elevados e crédito mais restrito, parte importante do consumo das famílias permanece ativa. “Os dados mostram que categorias ligadas ao lar, ao bem-estar e ao consumo pessoal continuam sustentando oportunidades no varejo paranaense. Isso indica que, embora o ritmo geral esteja mais moderado, o mercado ainda encontra suporte em segmentos específicos, o que reforça a capacidade de adaptação do comércio estadual diante de um cenário econômico mais seletivo”, avalia.
Este site utiliza cookies para aprimorar sua experiência na navegação, bem como auxiliar nossa capacidade de fornecer feedback, analisar o uso do nosso site e ajudar a fornecer informações promocionais sobre nossos serviços e produtos. Para mais informações, por favor visite nossa Política de Privacidade.