02/12/2025

Os paranaenses estão mais inclinados a presentear neste fim de ano e os moradores da região Central, que abrange municípios como Ponta Grossa e Guarapuava, ainda mais. Sondagem da Fecomércio PR em parceria com o Sebrae/PR revela que 77,6% dos moradores da região pretendem comprar presentes de Natal em 2025, percentual superior à média estadual de 67,2%. O resultado também representa um avanço expressivo frente a 2024, quando a intenção de compra era de 69,8%. Outros 15,1% ainda avaliam se irão às compras e apenas 7,3% descartam gastos com presentes.
O entusiasmo é mais intenso entre as mulheres da região, com 79,7% de intenção de compra, enquanto entre os homens o índice é de 75,6%.

Conforme analisa o coordenador de Desenvolvimento Empresarial da Fecomércio PR, Rodrigo Schmidt, no conjunto, a sondagem mostra que o Natal deve movimentar o varejo paranaense em um ambiente de consumo estável, com forte presença digital, tíquete mais moderado e escolhas guiadas por atributos de qualidade e confiança. “A pesquisa apontou crescimento na intenção de presentear neste Natal em nosso estado, sendo que a demanda se concentrará nos bens tradicionais e a tomada de decisão para a compra será baseada principalmente na qualidade do produto”, observa.
“Com relação ao local preferido para as aquisições, a internet tende a superar por uma pequena margem o comércio de rua. A modalidade de pagamento dominante será cartão de crédito parcelado, ou seja, o consumo atual tende a ser pago predominantemente com a renda futura”, complementa.
Regiões
Após a região Central, os maiores percentuais de intenção de compra aparecem no Sul e Sudoeste (71,5%), Leste, RMC e Litoral (70,7%), Noroeste e Maringá (69,3%), Curitiba (68%), Oeste (62%) e Norte (56,6%).

Tipos de presentes
Os itens de vestuário permanecem como a escolha mais frequente dos consumidores da região, com 61,5%. Também se destacam brinquedos (43,6%), perfumes e cosméticos (23,1%), eletroeletrônicos (16,2%), calçados (12,8%) e lembrancinhas ou artesanato (9,4%).
A coordenadora de Comércio e Serviços do Sebrae/PR, Suelen Pedroso, aponta que é importante que os pequenos negócios se programem para entregar o que há de melhor para os consumidores. “Algumas estratégias são fundamentais para criar conexão com o público, como conhecer o perfil do seu cliente, resgatar o relacionamento com os que já não compram com tanta frequência, além de se antecipar às tendências. Estabelecer parcerias com outras empresas para agregar valor e preparar a equipe são fatores necessários para alcançar resultados positivos”, comenta.

Tíquete médio
O tíquete médio previsto para a região Central é de R$ 486,74, ligeiramente abaixo da média estadual, de R$ 495,76, e 4,3% inferior ao registrado no ano anterior. Assim como no panorama do estado, os homens devem gastar mais, com média de R$ 553,51, enquanto as mulheres estimam desembolsar R$ 421,12.

As compras a prazo serão maioria, correspondendo a 51,7% das operações, principalmente no cartão de crédito. Entre as compras à vista (48,3%), o Pix permanece como principal forma de pagamento, seguido pelo cartão de débito e pelo dinheiro.
Local de compra
A internet aparece como o principal canal de compra para os consumidores da região Central, mencionada por 53% dos entrevistados, um dos maiores percentuais entre todas as regiões paranaenses. A preferência pelo meio digital é mais acentuada entre os homens, com 55,2% de citações, contra 50,8% das mulheres.
O comércio de rua, considerando lojas do centro e de bairro, soma 41,9%, e os shoppings devem receber 23,1% do movimento.

Período da compra
Quanto ao período das compras, 43,6% pretendem adquirir os presentes na semana que antecede o Natal. Outros 26,5% devem se organizar entre oito e quinze dias antes da data comemorativa, enquanto 18,8% se programam com até um mês de antecedência. Uma parcela de 12,7% afirma antecipar parte das compras durante a Black Friday.

Fatores de influência
Antes de decidir, 84,3% dos consumidores da região realizam pesquisa de preços, sobretudo pela internet, utilizada por 76,3% dos que comparam valores. Na definição da compra, pesam principalmente a qualidade do produto (31,6%), o preço baixo (15,4%), o atendimento (12%) e o custo-benefício (10,3%).

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