20/02/2026

Enquanto no cenário nacional, o volume de vendas do comércio varejista ampliado teve queda de 1,2% em dezembro de 2025 na comparação com novembro, no Paraná o movimento foi de estabilidade, com ligeira redução de 0,3%, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do recuo mensal, o desempenho na comparação com dezembro de 2024 foi positivo, com alta de 2,8% no país e de 5,9% no estado.
No acumulado de 2025, o varejo ampliado, que inclui as vendas de veículos, motocicletas e peças, ficou praticamente estagnado no Brasil, com variação de 0,1%, enquanto no Paraná registrou crescimento de 1,0%, desempenho acima da média nacional.
Para o economista e assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o resultado de dezembro mostra recuperação na comparação anual, mas indica ritmo mais moderado para os próximos meses. “O comércio varejista ampliado demonstrou melhora em relação a dezembro de 2024 no Paraná, especialmente nos segmentos ligados ao consumo das famílias. No entanto, o cenário de juros elevados e crédito mais restrito tende a limitar uma expansão mais intensa no curto prazo”, avalia.

No Paraná, as atividades que mais cresceram em dezembro de 2025 frente ao mesmo mês do ano anterior foram o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, com alta de 24,4%. Em seguida, destacaram-se os segmentos de móveis e eletrodomésticos (+16,8%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (+9,4%).
Por outro lado, os setores de veículos, motocicletas e peças registraram queda de 4,3% na comparação anual, enquanto combustíveis e lubrificantes recuaram 2,1%.
No acumulado de 2025, o varejo ampliado paranaense apresentou retração em alguns segmentos específicos, como equipamentos e material para escritório (-9,0%), veículos, motocicletas e peças (-5,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,5%).
Embora o Paraná tenha encerrado 2025 com crescimento superior ao do país, o desempenho do varejo ampliado ao longo do ano evidenciou desaceleração. “A combinação de aumento das taxas de juros e maior restrição ao crédito tende a moderar o consumo, especialmente em segmentos dependentes de financiamento. A expectativa é de manutenção de crescimento em ritmo mais contido nos próximos meses, com maior seletividade por parte do consumidor e impacto mais evidente nos setores de bens duráveis”, projeta.

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