07/08/2026

O volume das atividades turísticas no Paraná caiu 7,7% em maio de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Brasil, a retração foi de 1,6% no período, terceiro resultado negativo consecutivo.
No acumulado de janeiro a maio, as atividades turísticas paranaenses recuaram 3,9%, enquanto o Brasil apresentou relativa estabilidade, com variação negativa 0,1%.
Apesar da perda de ritmo recente, o resultado dos últimos 12 meses permanece positivo no estado, com crescimento de 1,8%, ligeiramente acima da média nacional de 1,7%. Regionalmente, dez dos dezessete locais pesquisados também registraram taxas negativas, onde sobressaíram as perdas de Minas Gerais (-5,6%), seguido por Santa Catarina (-5,1%), Pernambuco (-5,5%) e Paraná (-3,9%). Em sentido oposto, Rio de Janeiro (6,1%) liderou os ganhos do turismo, seguido por Bahia (3,5%) e São Paulo (0,3%).
“No acumulado de 12 meses, o agregado especial das atividades turísticas registrou expansão de 1,7% no Brasil e de 1,8% no Paraná, mantendo-se à frente do resultado observado no mesmo período do ano anterior. A desaceleração observada em maio de 2026 em comparação com abril de 2026 foi pressionada, sobretudo, pela redução das receitas obtidas por empresas dos ramos de transporte aéreo de passageiros e de hotéis”, avalia o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi.
A redução ocorre após um período de forte expansão do turismo paranaense em 2025. “O Paraná vem de uma base elevada de crescimento e agora observamos uma desaceleração das atividades econômicas ligadas ao turismo. Isso não significa necessariamente uma redução no número de visitantes, porque o indicador mede o desempenho de empresas de segmentos como hospedagem, alimentação, transporte de passageiros, agências de viagens e atividades de lazer”, explica.
Os dados de fluxo internacional reforçam essa diferença. No acumulado de janeiro a maio, o Paraná recebeu 508.251 visitantes estrangeiros segundo dados da Embratur, Ministério do Turismo e Polícia Federal. O volume representa 47% de todas as chegadas registradas ao longo de 2025, quando foi de 1,064 milhão de estrangeiros.
Segundo Dezordi, uma das pressões sobre o desempenho das atividades turísticas pode estar associada ao transporte aéreo, segmento que vem enfrentando aumento de custos e redução de rentabilidade em meio às interrupções provocadas pelo conflito no Oriente Médio e à alta dos combustíveis. “O cenário internacional trouxe uma forte pressão de custos para as companhias aéreas, especialmente com a elevação do preço do combustível. Isso pode resultar em margens menores mesmo quando a demanda por viagens permanece relativamente elevada”, avalia.
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