02/02/2026

O volume de vendas do comércio varejista ampliado cresceu 0,7% em novembro no Brasil e no Paraná, na comparação com outubro de 2025. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, e indicam um movimento de recuperação pontual do setor no penúltimo mês do ano, após oscilações ao longo de 2025.
Conforme análise do Boletim do Comércio, elaborado pela Fecomércio PR, apesar do avanço mensal, o desempenho segue negativo na comparação anual. Em relação a novembro de 2024, o varejo ampliado recuou 0,3% no cenário nacional e 1,4% no Paraná. O resultado foi fortemente influenciado pela queda expressiva nas atividades de veículos e motos, partes e peças, segmento que apresentou retração de 5,8% no Brasil e de 20,2% no Paraná.
“Esses segmentos são especialmente sensíveis à taxa básica de juros da economia, que permanece em níveis elevados, restringindo o consumo e os investimentos”, avalia o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi. Segundo ele, o encarecimento do crédito afeta diretamente a decisão de compra de bens duráveis, como veículos, que dependem majoritariamente de financiamento.
No Paraná, alguns setores conseguiram se destacar positivamente na comparação anual. O segmento de móveis e eletrodomésticos registrou crescimento de 10,1% em relação a novembro do ano anterior, sinalizando retomada da demanda por itens para o lar. Também apresentaram desempenho relevante o atacado especializado em produtos alimentícios, com alta de 17,9%, e o grupo de outros artigos de uso pessoal, que avançou 19,9% no período.
Em contrapartida, além do setor automotivo, outras atividades apresentaram retração no estado. As maiores quedas foram observadas em equipamentos e materiais para escritório (-10,5%), veículos, motocicletas, partes e peças (-5,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,3%).

No acumulado de 12 meses, o varejo paranaense apresenta um quadro mais favorável em alguns segmentos. Móveis e eletrodomésticos lideraram o crescimento, com avanço de 10,8%, seguidos por vestuário e calçados, que cresceram 5,4%, e artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 4,4%. O resultado reflete uma retomada gradual do consumo das famílias, impulsionada principalmente pela melhora do mercado de trabalho ao longo do período.
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