NOTÍCIAS

Inflação recua em Curitiba e fica abaixo da média nacional em julho

IPCA registra deflação de 0,21% na capital e Região Metropolitana e acumula 3,05% em 12 meses, ante 4,44% no Brasil

17/08/2026

Os preços deram um alívio aos consumidores de Curitiba e Região Metropolitana em julho. Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou inflação de 0,07% no Brasil, a capital e região apresentou deflação de 0,21% no mês.

Essa redução veio de despesas bastante presentes no dia a dia das famílias. Os preços dos Transportes recuaram 1,9%, enquanto Alimentação e Bebidas tiveram queda de 0,48%. Vestuário (-1,86%), Artigos de residência (-1,04%) e Comunicação (-0,43%) também ficaram mais baratos em julho.

Na direção oposta, houve aumento de outras despesas consideráveis com a casa. O grupo Habitação subiu 3,16% no mês, influenciado pelo reajuste médio de 20% da energia elétrica residencial, autorizado no fim de junho. Saúde e cuidados pessoais (+0,21%) e Despesas pessoais (+0,46%) também registraram aumento, porém em menor intensidade.

A análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), com base nos dados do IPCA, mostra que a inflação curitibana também permanece mais baixa do que a média do país ao longo do ano.

Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula 3,05% em Curitiba e Região Metropolitana, enquanto a média brasileira é de 4,44%. O índice nacional também ficou abaixo do limite superior da meta de inflação, de 4,50%.

Para o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, a trajetória recente dos preços mostra uma desaceleração importante da inflação. O movimento abre espaço para uma possível flexibilização da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Alimentos ajudam a reduzir inflação em julho

Apesar da deflação geral, alguns produtos ficaram consideravelmente mais caros em Curitiba e Região Metropolitana no mês. A manga liderou as altas, com avanço de 17,63%, seguida pela energia elétrica residencial (+12,15%) e pela cebola (+10,45%). Também subiram o feijão preto (+7,26%), a banana d’água (+7,09%), a passagem aérea (+6,76%) e a alface (+6,29%).

Em contrapartida, a queda de preços de diversos alimentos contribuiu para aliviar o orçamento das famílias. O pepino ficou 33,42% mais barato em julho, enquanto o tomate recuou 23,95%. Também tiveram reduções expressivas a cenoura (-16,47%), a batata-inglesa (-15,51%), a laranja-pera (-7,89%) e o brócolis (-5,04%). Fora do grupo de alimentação, o etanol apresentou queda de 4,68%.

“A alimentação no domicílio em Curitiba e Região Metropolitana registrou uma importante desaceleração nos preços”, analisa Dezordi.

Ano acumula fortes altas nos alimentos

A queda observada em julho, porém, ocorre depois de aumentos bastante expressivos de alguns alimentos ao longo do ano. De janeiro a julho, a cebola acumula alta de 100,40% em Curitiba e Região Metropolitana, ou seja, mais que dobrou de preço no período.

Também permanecem com elevações acentuadas a cenoura (+79,62%), a batata-inglesa (+70,93%), o pepino (+70,10%) e o tomate (+52,74%). Completam a relação das maiores altas a manga (+48,58%) e o leite longa vida (+33,09%).

Os resultados de julho mostram, no entanto, uma mudança importante nesse movimento. Pepino, tomate, cenoura e batata-inglesa, que ainda aparecem entre as maiores altas acumuladas de 2026, estiveram entre os produtos que mais caíram de preço no último mês.

Entre os itens que ficaram mais baratos no acumulado do ano estão emplacamento e licença de veículos (-29,28%), maçã (-19,69%), açúcar cristal (-16,18%), café moído (-15,53%), laranja-pera (-12,39%), açúcar refinado (-11,97%), artigos de iluminação (-11,14%) e azeite de oliva (-8,80%).

Inflação em 12 meses também perde força

A desaceleração fica mais evidente quando observado o IPCA acumulado em 12 meses. Em Curitiba e Região Metropolitana, a inflação de 3,05% permanece abaixo dos 4,44% registrados no país.

Ainda assim, alguns produtos acumulam aumentos expressivos desde agosto de 2025. A cebola lidera novamente, com alta de 88,63%, seguida pela cenoura (+79,53%), melão (+49,77%), passagem aérea (+44,12%) e batata-inglesa (+39,91%). Repolho (+25,83%), feijão-preto (+23,70%) e joias (+21,06%) também estão entre os itens que mais subiram no período.

“Seguindo a tendência nacional, em Curitiba e Região Metropolitana os subitens do grupo alimentação estão desacelerando em virtude de boas condições climáticas”, explica Dezordi.

Entre as maiores quedas em 12 meses aparecem emplacamento e licença (-28,58%), café moído (-20,49%), açúcar cristal (-20,35%), azeite de oliva (-20,05%), laranja-pera (-18,28%), arroz (-16,13%) e frango em pedaços (-13,33%).

A combinação entre a deflação registrada em julho, a redução recente de preços de alimentos importantes e um IPCA acumulado abaixo da média brasileira reforça o processo de desaceleração inflacionária em Curitiba e Região Metropolitana. A continuidade desse movimento nos próximos meses será importante para a evolução do poder de compra das famílias e para o cenário de juros no país.

 

ACESSE O BOLETIM

Assessoria de Imprensa

Karla Santin – jornalismo@fecomerciopr.com.br | WhatsApp (41) 99236-3335

Publicado por Karla Santin

17/08/2026 às 10:07

©2026 • Fecomércio PR. Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies para aprimorar sua experiência na navegação, bem como auxiliar nossa capacidade de fornecer feedback, analisar o uso do nosso site e ajudar a fornecer informações promocionais sobre nossos serviços e produtos. Para mais informações, por favor visite nossa Política de Privacidade.