27/10/2026

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) paranaenses ficou praticamente estável em outubro, com recuo de 0,9% na comparação com setembro, passando de 98,8 para 97,9 pontos. Apesar da pequena oscilação mensal, o indicador permanece em patamar significativamente superior ao registrado há um ano. Em relação a outubro de 2025, quando marcava 91,3 pontos, a intenção de consumo das famílias curitibanas cresceu 7,2%.
Elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Fecomércio PR, a pesquisa acompanha a percepção das famílias sobre emprego, renda, acesso ao crédito e condições de consumo. A escala varia de zero a 200 pontos, sendo que resultados abaixo de 100 indicam uma percepção de insatisfação e, acima desse patamar, de satisfação.
A melhora em relação ao ano passado ocorre após o ICF avançar ao longo de boa parte de 2026. O indicador começou o ano em 93,1 pontos, chegou a 98,9 em agosto, maior nível do período, e permaneceu próximo da linha dos 100 pontos em setembro e outubro.
O indicador apresentou comportamento distinto entre as faixas de rendimento: enquanto entre as famílias com renda até dez salários mínimos caiu 1,2%, baixando para 95,7 pontos, entre as famílias que ganham acima deste patamar, o ICF cresceu 0,6%, marcando 108,3 pontos.

Renda faz diferença na intenção de consumo
A avaliação da renda atual tem o maior impacto entre os consumidores, com redução de 2,7% em relação a setembro, porém continua sendo o componente mais elevado do ICF, com 131,8 pontos. Contudo, há uma diferença considerável entre as faixas de rendimentos.
Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, o índice ficou em 130 pontos, com redução mensal de 3%.
Entre aquelas que recebem mais de dez salários mínimos, o índice da renda atual chegou a 140,5 pontos em outubro, mas apesar de queda de 1,3% frente a setembro, se mantém esse grupo na zona de satisfação.
A diferença entre as duas faixas chega a 10,5 pontos e também aparece em diversos componentes da pesquisa, especialmente na avaliação do nível de consumo, no acesso ao crédito e na percepção sobre o momento para a compra de bens duráveis.

Acesso ao crédito e perspectiva de consumo os fatores positivos
Embora permaneça na zona de insatisfação, com 75,9 pontos, a percepção sobre o acesso ao crédito apresentou melhora, com alta de 3% frente a setembro e de 21,7% na comparação com outubro de 2025. Neste aspecto, o contraste entre as faixas de renda é expressivo. O indicador chega a 93,5 pontos entre as famílias que recebem mais de dez salários mínimos e fica em 72,2 pontos entre aquelas com renda de até dez salários mínimos, uma diferença de 21,3 pontos percentuais.
A perspectiva de consumo também avançou, com crescimento de 0,5% no mês e de 35% em relação ao mesmo período do ano passado.
Compra de bens duráveis ainda inspira cautela
A avaliação sobre o momento para aquisição de bens duráveis continua sendo o componente mais baixo do ICF. O índice ficou em 61,8 pontos em outubro, com redução de 0,5% na comparação mensal.
Outros três componentes também recuaram no mês. Emprego Atual teve redução de 1,7%, mas permanece na zona de satisfação, com 120,2 pontos. A Perspectiva Profissional, também acima dos 100 pontos, registrou 111,2 pontos, após queda de 1,4%. Já o Nível de Consumo Atual recuou 1,1% e ficou em 97,3 pontos.
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