20/10/2026

A inflação de Curitiba e Região Metropolitana (RMC) ficou abaixo da média nacional em setembro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,63% na região, enquanto no Brasil a alta foi de 0,82%, segundo análise da Fecomércio PR elaborada a partir dos dados do IBGE.
A diferença entre Curitiba e o cenário nacional é ainda mais evidente no acumulado de 12 meses. De outubro de 2025 a setembro deste ano, o IPCA chegou a 2,72% em Curitiba e RMC, ante 4,58% no Brasil. O índice nacional está acima do limite superior da meta de inflação, de 4,50%. No acumulado de janeiro a setembro, a inflação é de 2,60% na região curitibana e de 3,95% no país.

Habitação concentra pressão no mês
Entre os grupos pesquisados, Habitação apresentou alta de 2,41% em Curitiba e RMC, acima dos 2,31% registrados nacionalmente. O resultado local foi o terceiro maior entre as regiões pesquisadas, atrás apenas de Vitória (4,17%) e Salvador (2,50%). A energia elétrica residencial foi o principal destaque do grupo, com aumento de 8,69% no Paraná.
Entre os itens que compõem o IPCA, porém, a maior variação em Curitiba no mês veio dos alimentos. O tomate subiu 45,73%, seguido pela batata-inglesa (26,17%), passagem aérea (16,30%), cebola (15,70%) e melão (14,03%).
Na outra ponta, alguns produtos ficaram mais baratos em setembro. As principais reduções ocorreram no repolho (-11,03%), melancia (-9,52%), mamão (-7,48%), frango inteiro (-5,78%) e emplacamento e licenciamento de veículos (-4,83%).

Alimentos pesam mais no orçamento no acumulado do ano
Apesar de a inflação geral de Curitiba permanecer abaixo da nacional, a alimentação no domicílio ganhou pressão nos últimos meses. De janeiro a setembro, esse grupo acumula alta de 4,67% na capital e RMC, ante 3,41% até agosto.
“Nesse período, a alimentação no domicílio acumulou alta de 4,67% em Curitiba e na RMC, acima dos 3,41% acumulados até agosto”, analisa o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi.
Essa elevação é evidenciada nos produtos que mais encareceram ao longo do ano. O tomate acumula alta de 92,20% em Curitiba e RMC de janeiro a setembro, seguido pela cebola (84,06%), batata-inglesa (64,23%), pepino (59,43%) e cenoura (38,76%). Leite longa vida (33,03%) e feijão-preto (32,38%) também estão entre os maiores reajustes.
Em contrapartida, alguns itens acumulam reduções expressivas em 2026. Emplacamento e licença recuaram 35,95%, enquanto café moído caiu 18,46%, açúcar cristal (17,71%), laranja-pera (16,01%), e maçã (15,74%).

Preço da cebola é de chorar e mais do que dobra em 12 meses
Em 12 meses os alimentos também aparecem entre as maiores pressões sobre os preços em Curitiba e região metropolitana. A cebola acumula alta de 103,92% no período. Na sequência estão batata-inglesa (76,11%), tomate (59,35%), passagem aérea (51,93%), feijão-preto (38,06%) e cenoura (35,79%).
No mesmo período, houve quedas importantes em itens como emplacamento e licença (-35,56%), azeite de oliva (-20,31%), açúcar cristal (-19,93%), café moído (-19,46%) e frango inteiro (-15,18%).
“Mesmo com as pressões pontuais observadas em setembro, Curitiba e Região Metropolitana encerraram o mês com inflação acumulada em 12 meses 1,86 ponto percentual abaixo da média brasileira. O resultado mantém o índice local em patamar inferior ao nacional, embora o boletim indique uma leve alta da inflação acumulada em 12 meses na passagem de agosto para setembro, após a trajetória de desaceleração observada desde o início de 2026”, avalia o assessor econômico da Fecomércio PR.

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