19/08/2026

O Paraná encerrou julho com saldo positivo nas relações comerciais com outros países. A balança comercial do estado registrou superávit de US$ 323,7 milhões no mês, resultado da diferença entre exportações e importações. A corrente de comércio, que representa a soma dessas duas movimentações, alcançou US$ 4,3 bilhões.
No acumulado de janeiro a julho, as exportações paranaenses somaram US$ 14,2 bilhões. A soja e seus derivados continuam como os principais produtos vendidos pelo estado ao exterior, movimentando US$ 3,9 bilhões no período. A carne de aves e suas miudezas aparece na sequência, com US$ 2,1 bilhões. Também se destacam a carne suína, com US$ 308 milhões, e o milho em grão, com US$ 208 milhões.
As importações chegaram a US$ 12,7 bilhões no acumulado do ano. Os fertilizantes e adubos lideraram as compras externas, com US$ 1,7 bilhão, seguidos pelos óleos combustíveis de petróleo, com US$ 1,4 bilhão. A importação de veículos automóveis de passageiros movimentou US$ 954 milhões, enquanto outros medicamentos responderam por US$ 246 milhões.
Produtos em destaque
A pauta de exportações paranaenses apresentou movimentos expressivos em julho na comparação com o mesmo mês de 2025. Entre os produtos que mais ampliaram as vendas ao exterior estão torneiras e dispositivos semelhantes para canalizações, com crescimento de 11.820,3%.
O óleo de soja em bruto, mesmo degomado, teve aumento de 192,9%, enquanto as exportações de asas não desossadas de galinha cresceram 189,8%. Também avançaram as vendas externas de coxas com sobrecoxas desossadas de galinha (+50,2%) e de outras carregadoras e pás carregadoras de carregamento frontal (+47,7%).
De acordo com o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, os números mostram que, embora as commodities agropecuárias continuem tendo participação importante no comércio exterior paranaense, produtos industrializados também registraram avanços relevantes no período. “O agronegócio continua sendo um dos pilares das exportações do Paraná, especialmente com a soja e as carnes, mas os resultados de julho também mostram crescimento nas vendas externas de produtos industrializados. Essa diversificação é importante porque amplia a presença do estado no comércio internacional para além das commodities”, analisa.
Do lado das importações, os veículos ganharam espaço. As compras externas de automóveis com motor de explosão entre 1.000 e 1.500 cm³ e capacidade para até seis passageiros aumentaram 1.651,0% em relação a julho do ano passado. Na categoria entre 1.500 e 3.000 cm³, a alta chegou a 732,5%.
Também cresceram as importações de outras gasolinas, exceto para aviação (+303,1%), e de outros trigos e misturas de trigo com centeio, exceto para semeadura (+294,9%).
Principais parceiros comerciais
A China permanece entre os principais destinos dos produtos paranaenses, acompanhada por Índia, Irã e Argentina. Para esses mercados, o Paraná exporta principalmente soja, gorduras e óleos vegetais, carne de frango, produtos residuais de petróleo, açúcares e melaços, papel e cartão, celulose, veículos e carne suína.
Além dos parceiros já consolidados, julho trouxe forte expansão das vendas para alguns mercados. Na comparação com o mesmo mês de 2025, as exportações para Bangladesh aumentaram 6.554,7%. Também houve crescimento expressivo nos embarques para Noruega (+514,0%), Espanha (+337,9%) e Coreia do Sul (+227,2%).
Entre os produtos destinados a esses mercados estão soja e farelo de soja, torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes, carnes de aves, açúcares e melaços, máquinas e aparelhos elétricos, café torrado, papel e cartão e óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos.
Nas importações, China, Rússia, Estados Unidos e Argentina figuram entre os principais fornecedores do Paraná. As compras provenientes desses países são formadas, entre outros produtos, por adubos e fertilizantes, veículos automóveis para transportes especiais de mercadorias, inseticidas e herbicidas.
Na comparação anual, chamam atenção os aumentos das importações provenientes do México (+311,9%), Países Baixos/Holanda (+257,7%), Arábia Saudita (+93,6%) e Argentina (+65,2%). Entre os produtos adquiridos estão veículos de passageiros e para transporte de mercadorias, adubos e fertilizantes químicos, óleos combustíveis de petróleo ou de minerais, cevada e partes e acessórios para veículos.
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