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Inflação avança 0,41% em Curitiba em janeiro e supera média nacional

Vestuário lidera altas na capital, enquanto artigos de residência ajudam a conter o índice; acumulado em 12 meses permanece dentro da meta

18/02/2026

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,33% no Brasil em janeiro, enquanto Curitiba e Região Metropolitana (RMC) apresentou variação ligeiramente superior, de 0,41%.

Em Curitiba e RMC, o grupo Vestuário foi o principal vetor de elevação do índice no mês, ao registrar alta de 1,06%. O resultado foi influenciado principalmente pelos reajustes em joias e bijuterias e roupas masculinas.

No sentido oposto, o grupo Artigos de residência apresentou queda de 0,34%, contribuindo para moderar o resultado regional. O recuo foi puxado, sobretudo, pela redução nos preços de consertos e manutenção (-2,30%), que exerceu impacto desinflacionário relevante no período.

No acumulado de 12 meses, o IPCA atingiu 4,44% na economia brasileira e 4,36% em Curitiba e Região Metropolitana, permanecendo abaixo do limite superior da meta de inflação, fixado em 4,50%. Para o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o resultado indica manutenção do controle inflacionário. “A inflação permanece dentro do intervalo de tolerância da meta, sinalizando um ambiente de maior previsibilidade para consumidores e empresas”, afirma.

Maiores altas e quedas no mês de Janeiro

Entre os itens que mais subiram de preços em Curitiba em janeiro estão pepino (+28,82%), tomate (+18,96%), alface (+7,29%), filé-mignon (+6,59%), acém (+5,25%) e manga (+6,07%). As variações refletem fatores sazonais, além de oscilações na oferta e demanda típicas do início do ano.

Já as principais quedas foram registradas em cheiro-verde (-8,75%), passagens aéreas (-7,68%), melão (-7,06%), balas (-6,80%), autoescola (-6,30%) e linguiça (-5,00%).

Maiores altas e quedas no mês em 12 meses

No acumulado entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, alguns itens concentraram elevações expressivas na capital, como mamão (+30,81%), chocolate (+25,89%), café moído (+23,63%), energia elétrica residencial (+23,48%), joias (+22,26%) e combustíveis e energia (+17,28%).

“Seguindo a tendência nacional, a energia elétrica residencial tem sido um dos principais fatores de pressão sobre os preços. Caso o regime de chuvas se mantenha regular, há possibilidade de redução do custo da energia ao consumidor final nos próximos meses”, analisa Dezordi.

Por outro lado, no mesmo período, as quedas mais relevantes ocorreram em arroz (-28,84%), feijão-preto (-28,23%), laranja-pera (-22,26%), azeite de oliva (-22,16%), leite longa vida (-18,85%), passagem aérea (-14,90%) e seguro voluntário de veículo (-14,29%), contribuindo para compensar parcialmente as altas observadas em outros grupos.

Perspectivas

Segundo a avaliação da Fecomércio PR, a expectativa é de manutenção da inflação oficial dentro do intervalo de tolerância da meta ao longo de 2026, com sinais de desaceleração gradual ao longo do ano. O comportamento dos preços administrados, especialmente energia elétrica e combustíveis, além das condições climáticas e da dinâmica dos alimentos, seguirá sendo determinante para o ritmo da inflação nos próximos meses.

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Publicado por Karla Santin

18/02/2026 às 14:52

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