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Parcela de endividados fica estável, mas inadimplência aumenta no Paraná

Com 87,7% das famílias endividadas em setembro, estado avança para a quarta posição no ranking nacional de endividamento

09/10/2026

A trajetória de alta do endividamento das famílias paranaenses deu uma pausa em setembro. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Fecomércio PR, 87,7% das famílias do estado possuíam algum tipo de dívida no mês, ligeiramente abaixo dos 88% registrados em agosto. O indicador vinha apresentando crescimento contínuo desde abril.

Apesar da pequena acomodação na passagem de agosto para setembro, o nível de endividamento permanece elevado. Em setembro de 2025, 85,6% das famílias estavam endividadas. Na comparação com o mesmo mês deste ano, houve aumento de 2,1 pontos percentuais.

No cenário nacional, o comportamento tem sido mais estável ao longo do ano, embora também com elevações graduais. Em setembro, 81,7% das famílias brasileiras estavam endividadas, percentual 6 pontos abaixo do registrado no Paraná.

A sequência de altas observada nos últimos meses também fez o Paraná avançar novamente no ranking nacional de endividamento. Depois de ocupar a 14ª colocação no início do ano, o estado chegou a setembro na quarta posição, atrás apenas de Paraíba, Rio de Janeiro e Maranhão.

Inadimplência em alta

Se o endividamento apresentou uma pequena trégua, a inadimplência seguiu em direção oposta. A parcela de famílias paranaenses com contas em atraso chegou a 19,3% em setembro, ante 18,5% em agosto. No início do ano, o índice estava em 13,9%. A diferença também é expressiva na comparação com o ano passado. Ao longo de 2025, a inadimplência ficou, em média, em 12%.

Mesmo com a elevação recente, o Paraná ocupa a penúltima posição no ranking nacional de inadimplência, indicando que o alto nível de endividamento no estado ainda não se traduz, na mesma proporção, em falta de pagamento.

A análise da PEIC, porém, mostra que os atrasos têm se prolongado. Entre os consumidores inadimplentes, 51,4% possuem contas vencidas há mais de 90 dias, enquanto 29,6% acumulam atrasos entre 30 e 90 dias e 19% estão nessa situação há até 30 dias. O tempo médio de atraso é de 67 dias.

Também cresceu a parcela de famílias que afirmam não ter condições de pagar os débitos vencidos. O percentual, que era de 2,7% no início do ano, chegou a 5,2% em setembro.

Endividamento é maior nas famílias de menor renda

Entre as famílias que recebem até dez salários mínimos, 88,6% estavam endividadas em setembro. Houve ligeiro recuo em relação aos 88,9% de agosto, mas o percentual permanece acima dos 85,7% registrados em janeiro.

É também nesse grupo que a inadimplência pesa mais: 21,1% das famílias com renda de até dez salários mínimos possuem contas em atraso e 5,9% afirmam não ter condições de pagá-las.

Entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, o endividamento passou de 83,9% em agosto para 83,3% em setembro. No início do ano, estava em 82,7%. A inadimplência alcança 11,3% das famílias dessa faixa de renda.

Também chama atenção a evolução da dificuldade de pagamento entre os consumidores de maior renda. A parcela que declara não ter condições de pagar as contas atrasadas, praticamente nula no início do ano, chegou a 2,4% em setembro.

Tipo de dívida

O cartão de crédito permanece como a principal modalidade de dívida dos consumidores paranaenses, citado por 88,2% das famílias endividadas.

Na sequência aparecem o financiamento de veículos, com 9,8%, os carnês, com 8,4%, e o financiamento imobiliário, com 7,4%. O crédito consignado representa 4,2% das dívidas, seguido pelo crédito pessoal, com 3,7%, e pelo cheque especial, com 2,1%.

 

Assessoria de Imprensa

Karla Santin – jornalismo@fecomerciopr.com.br | WhatsApp (41) 3219-4699

Publicado por Karla Santin

09/10/2026 às 09:16

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