25/09/2026

A disposição das famílias paranaenses para o consumo manteve-se praticamente estável em setembro. A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) marcou 98,8 pontos no estado, permanecendo pouco abaixo dos 100 pontos, linha que separa as zonas de satisfação e insatisfação. O indicador é apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR).
Essa estabilidade, no entanto, ocorre apenas entre as famílias que recebem até dez salários mínimos, entre as quais o ICF avançou ligeiramente, com variação positiva de 0,4% no mês, chegando a 96,9 pontos. Já entre aquelas com renda superior a dez salários mínimos, houve redução de 1,9%, para 107,7 pontos. Mesmo com a queda, esse grupo permanece na zona de satisfação.
No cenário nacional, a intenção de consumo apresentou leve redução de 0,3% em setembro e ficou em 104,5 pontos, mantendo-se acima do indicador paranaense e da linha dos 100 pontos.

Avaliação sobre a renda e emprego são positivas
Entre os sete componentes que formam o ICF, a Renda Atual permanece com a melhor avaliação dos consumidores paranaenses, aos 135,5 pontos, apesar da redução mensal de 2,6%. Também permanecem na zona de satisfação o Emprego Atual, que avançou 0,7% e chegou a 122,2 pontos, e a Perspectiva Profissional, com crescimento de 1,2% e 112,8 pontos.
O maior avanço do mês veio das expectativas para os próximos meses. A Perspectiva de Consumo cresceu 6,2% em setembro, alcançando 86,9 pontos. Apesar da melhora, o componente ainda permanece abaixo da linha de satisfação.
Já a avaliação sobre o Nível de Consumo Atual recuou 1,5%, para 98,4 pontos. O Acesso ao Crédito apresentou pequena melhora, de 0,4%, mas segue com pontuação baixa, com 73,7 pontos.
A maior cautela continua relacionada às compras de maior valor. O indicador que avalia se este é um bom momento para adquirir bens duráveis, como eletrodomésticos, móveis e veículos, caiu 4,8% e chegou a 62,1 pontos, a menor pontuação entre todos os componentes do ICF.
Consumidores estão mais cautelosos para compras de maior valor
Entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, a queda mensal do ICF foi influenciada por recuos em cinco dos sete componentes. A maior redução ocorreu na avaliação do Momento para Duráveis, que caiu 7,7%, para 78 pontos.
Também houve piora na Perspectiva Profissional (-2,5%), na Renda Atual (-1,6%), no Nível de Consumo Atual (-1,5%) e no Emprego Atual (-0,9%). Ainda assim, o ICF desse grupo permanece na zona de satisfação, com 107,7 pontos.
Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, três componentes permanecem acima dos 100 pontos. A Renda Atual registra 134 pontos, mesmo após queda mensal de 2,8%. A percepção sobre o Emprego Atual avançou 1,1%, para 120,4 pontos, enquanto a Perspectiva Profissional cresceu 2%, alcançando 112,1 pontos. Nesse grupo, o Momento para Duráveis também apresenta a avaliação mais baixa, com 58,6 pontos e redução de 3,9% em setembro.
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