29/06/2026

Depois de dois meses consecutivos de baixas, a intenção de consumo das famílias paranaenses voltou a crescer em junho. A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), registrou alta de 2,5% em relação a maio, alcançando 95,1 pontos.
Enquanto o indicador paranaense apresentou recuperação, o cenário nacional permaneceu praticamente estável, com variação de apenas 0,1%, mantendo-se em 105,5 pontos. Na comparação com junho de 2025, o índice do Paraná acumula crescimento de 8,2% e a média do Brasil subiu 3,2%.
A retomada paranaense foi puxada principalmente pela melhora na percepção das famílias em relação ao consumo nos próximos meses. O componente Perspectiva de Consumo registrou a maior elevação do levantamento, com alta de 11,2% em relação a maio, atingindo 73 pontos. Na comparação anual, o avanço chega a 18,1%.
Outro destaque foi o indicador Momento para Duráveis, que mede a disposição para adquirir bens de maior valor, como eletrodomésticos e móveis. O índice cresceu 9,6% no mês, alcançando 65,6 pontos, e acumula alta de 28% em relação a junho do ano passado.
O acesso ao crédito também apresentou melhora, com elevação de 6,9% em junho e pontuação de 68,5 pontos, além de crescimento de 7,4% na comparação anual. Os indicadores de Perspectiva Profissional (+4,5%), com 109,5 pontos, e Emprego Atual (+2,9%), com 114,7 pontos, também contribuíram para a recuperação do ICF.
Por outro lado, a avaliação sobre a Renda Atual recuou 3,8%, embora permaneça em um patamar elevado, de 139,2 pontos. Já o Nível de Consumo Atual caiu 3,6%, ficando em 95,4 pontos.

Famílias de menor renda seguem mais cautelosas

A intenção de consumo aumentou em todas as faixas de renda. Entre as famílias com rendimento de até dez salários mínimos, o índice avançou 2,5%, chegando a 92,7 pontos. Já entre aquelas com renda superior a dez salários mínimos, o crescimento foi de 2,6%, alcançando 106,5 pontos.
Apesar da melhora, o indicador das famílias de menor renda continua abaixo da linha dos 100 pontos, considerada zona de satisfação. O resultado demonstra que esse perfil de consumidor ainda mantém uma percepção mais cautelosa em relação às condições de consumo.
Entre os fatores que mais pesam nessa avaliação está o momento para aquisição de bens duráveis, que registra apenas 62 pontos entre as famílias de menor renda. O acesso ao crédito também permanece restrito para esse grupo, com índice de 65 pontos, refletindo os efeitos dos juros elevados e das condições mais rígidas para obtenção de financiamento.

Este site utiliza cookies para aprimorar sua experiência na navegação, bem como auxiliar nossa capacidade de fornecer feedback, analisar o uso do nosso site e ajudar a fornecer informações promocionais sobre nossos serviços e produtos. Para mais informações, por favor visite nossa Política de Privacidade.