07/08/2024

Cursando duas faculdades simultaneamente e representante da Talk Global Study e do Manchester City, Emily Moraes de Oliveira, ex-aluna do Colégio Sesc São José e nota 1.000 no Enem 2021, participou ontem (6/7) de um bate-papo com os alunos do seu antigo colégio para contar como foi sua experiência no Ensino Médio, como alcançou a nota máxima em redação e as portas que se abriram após o resultado.
Com o auditório do Teatro Bom Jesus lotado, a ex-aluna contou que estudar no Colégio Sesc São José era um sonho. “Eu sempre estudei em escola pública e tinha o sonho de estudar em um colégio particular. Quando eu passava aqui em frente, eu pedia para a minha mãe, mas a gente não podia pagar”, relembrou.
A bolsa de estudos do colégio mudou o rumo da história de Emily. “Desde que entrei aqui já ensinaram sobre rotina de estudos que perdurou até o final. Eu não gostava de estudar, era entediante. Ser estudante é um processo”, afirmou Emily, que estudou no colégio de 2019 a 2021, passando pelo ponto alto da pandemia de Covid-19, que ela elencou como um dos maiores desafios.
Uma das perguntas que os alunos tinham mais curiosidade era sobre a nota máxima na redação do Enem. “Não esperava (tirar nota 1.000). Ninguém espera, né? Sabia que tinha feito um bom texto”, contou Emily, complementando que ao longo da sua preparação para o exame fazia duas redações por semana, com tempo cronometrado, para se adaptar à realidade que enfrentaria no dia da prova.
A nota do Enem rendeu a aprovação em oito vestibulares, além de ser convidada pela PUC para participar de uma prova para uma vaga em Medicina. Emily conquistou a vaga e chegou a cursar alguns meses, mas avaliou que não era o que queria. Atualmente cursa Economia e Engenharia Elétrica, na Universidade Positivo, além de participar de atividades na Universidade de Oxford, no Reino Unido, e em Frankfurt, na Alemanha.
Além da nota no Enem, o projeto de iniciação científica no colégio foi um dos motivos para o destaque de Emily mundo a fora. Com o estudo de geração de energia limpa e sustentável a partir de microalga, a estudante está vendo sua pesquisa ser colocada em prática no estádio do Manchester City Football Club, na Inglaterra, que está passando por expansão. “Estive lá para acompanhar o início da obra e para mim foi a maior conquista”.
O bate-papo serviu, principalmente, para os alunos do Terceirão, pois assim como eles, Emily era uma aluna que tinha suas dificuldades, inseguranças e que, com a ajuda do corpo docente, conseguiu trilhar o caminho até a faculdade, além de aproveitar outras oportunidades. Ao fim da apresentação, o diretor-regional do Sesc PR, Carlos Alberto de Sotti Lopes, entregou um presente para Emily em nome das instituições que formam a parceria do Colégio Sesc São José.
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