10/06/2026

Olha a inflação! Não é mentira! Os produtos típicos das festas juninas estão mais caros neste ano, mas os reajustes perderam força em comparação com 2025. Análise especial da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), elaborada com base nos dados do IPCA-15 do IBGE, mostra que a Cesta Junina acumulou inflação de 3,59% nos últimos 12 meses em Curitiba e Região Metropolitana, quase metade dos 7,27% registrados no mesmo período do ano passado.
O resultado indica que as quermesses, arraiais e reuniões familiares continuam sentindo os efeitos da inflação, porém em intensidade menor do que a observada em 2025. A alta da cesta também ficou próxima da inflação geral da região, que acumulou 3,37% no período.
Para o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o cenário mostra uma desaceleração dos preços, embora o custo de vida continue pressionado.
“A inflação da cesta junina acumulou 3,59% nos últimos 12 meses. É um resultado menor do que o observado em 2025, quando chegou a 7,27%. Houve uma desaceleração da inflação, mas o custo de vida continua sendo pressionado”, avalia.

Item com maiores altas
Entre os itens pesquisados, a cenoura foi a principal responsável por pressionar os custos dos festejos juninos. O produto acumulou alta de 107,71% nos últimos 12 meses, mais que dobrando de preço no período.
Na sequência aparecem a cebola, com aumento de 34,24%, e o chocolate em barra e bombom, que ficou 20,98% mais caro. Também registraram altas relevantes o cheiro-verde (+12,43%), as balas (+10,63%), o fermento (+10,57%) e a margarina (+10,47%).
Segundo Dezordi, o comportamento dos preços em Curitiba acompanha o movimento observado no restante do país.
“Em Curitiba e Região Metropolitana, os itens que mais subiram de preço foram cenoura, cebola, chocolate, cheiro-verde, balas, fermento, margarina, carnes em geral, leite longa vida e cerveja. É um movimento que acompanha o cenário nacional”, explica.
Maçã do amor e doces mais baratos
Nem tudo, porém, ficou mais caro nos festejos juninos deste ano. Alguns ingredientes das receitas típicas registraram queda de preços e ajudaram a conter a inflação da cesta.
A maçã, ingrediente principal da maçã do amor que não pode faltar em qualquer arraia, ficou 5,49% mais barata nos últimos 12 meses. Os preços do açúcar também recuaram de forma significativa. O açúcar refinado acumulou redução de 10,44%, enquanto o açúcar cristal caiu 14,21%. O resultado favorece a preparação de doces como pé de moleque, cocadas e outros quitutes.
Outro item que trouxe alívio ao bolso foi o milho em grão, cuja queda acumulada chegou a 7,07% nos últimos 12 meses. A redução beneficia preparações como curau, pamonha, bolo de milho e outras delícias que fazem parte da cultura popular brasileira.
Também apresentaram queda de preços produtos como arroz (-22,43%), alho (-15,07%), linguiça (-7,61%), farinha de trigo (-2,03%) e queijo (-1,99%).
Para Dezordi, a redução dos preços desses produtos foi fundamental para conter o avanço da inflação da cesta junina. “Os produtos que contribuíram para reduzir a pressão inflacionária foram arroz, alho, açúcar cristal, açúcar refinado, linguiça, milho, maçã e farinha de trigo. São itens muito presentes nas receitas típicas desta época do ano e que ajudaram a conter o avanço dos preços da cesta junina”, observa.
Na avaliação do economista da Fecomércio PR, os consumidores encontrarão um cenário mais equilibrado para as comemorações deste ano. “Embora a cesta junina continue acumulando inflação positiva, a desaceleração observada em relação a 2025 e a redução de preços em ingredientes importantes ajudam a reduzir a pressão sobre o orçamento das famílias”, pondera.
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