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Intenção de consumo das famílias recua no Paraná em abril após sequência de altas no início do ano

Indicador da CNC e da Fecomércio PR mostra queda puxada pela piora nas expectativas e maior dificuldade de acesso ao crédito

12/05/2026

Após uma sequência de altas desde o início do ano, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) voltou a recuar no Paraná em abril. O indicador, apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com a Fecomércio PR, registrou queda de 2,4% no estado, atingindo 93,9 pontos. No mesmo período, o cenário nacional seguiu em direção oposta, com alta de 1,2%, alcançando 105 pontos e permanecendo na zona de satisfação.

O resultado paranaense reflete, sobretudo, o enfraquecimento das expectativas de consumo. O subindicador Perspectiva de Consumo apresentou a maior retração mensal, com queda de 10,1%, ao atingir 66,6 pontos. Na mesma linha, o Momento para Compra de Bens Duráveis recuou 7,8% e registrou 59,9 pontos, a menor pontuação entre os componentes do índice.

Outro fator relevante para a redução do indicador foi o Acesso ao Crédito, que caiu 4,8% na comparação mensal, marcando 65,4 pontos. A restrição ao crédito segue como um dos principais entraves ao consumo das famílias, especialmente em um cenário de juros elevados.

Outros componentes também apresentaram variações negativas, ainda que mais moderadas. A Segurança no Emprego Atual recuou 1,3%, ficando em 112,2 pontos, enquanto a Perspectiva Profissional caiu 1,0%, para 103,7 pontos. Já o Nível de Consumo Atual registrou leve retração de 0,6%, alcançando 102,9 pontos. Apenas o fator Renda Atual apresentou crescimento, com alta de 1,8% e pontuação de 146,8 pontos.

A análise por faixa de renda revela que as famílias de menor poder aquisitivo foram as que mais impactaram na queda da intenção de consumo. Entre aquelas com renda de até dez salários mínimos, o ICF recuou 2,8% em abril, atingindo 91,2 pontos. Nesse grupo, a Perspectiva de Consumo caiu 11,7%, o Momento para Duráveis recuou 9,7% e o Acesso ao Crédito diminuiu 6,3%, indicando maior sensibilidade às condições financeiras.

Entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, a retração foi mais moderada, de 0,9%, com o indicador marcando 106,5 pontos e permanecendo acima do nível de satisfação. Ainda assim, a queda na Perspectiva de Consumo (-3,5%) e na Perspectiva Profissional (-3,1%) demonstra que o ambiente de incerteza também afeta esse grupo.

Publicado por Karla Santin

12/05/2026 às 16:19

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